Como as Renas de Natal surgiram?

  • Uma visita de São Nicolau

    A primeira vez que se leu sobre renas de natal foi no poema antigo "Uma visita de São Nicolau", escrito por Clement Clarke Moore, também conhecido como The Night Before Christmas, que escreveu para sua família na véspera de Natal de 1822.

    O escritor nunca teve a intenção de que a história fosse publicada, mas uma amiga da família, Senhorita Harriet Butler, soube do poema algum tempo depois através dos filhos de Moore. Ela copiou e, posteriormente, apresentou-se ao editor do Jornal Troy Sentinela (Nova Iorque)onde a história foi publicada em 23 de dezembro de 1823, no qual se lia pela primeira vez os nomes das oito renas voadoras que são:

    * "Donner" significa trovão em alemão. "Donder" é a palavra holandesa para o Trovão.
    ** "Blitz" significa Relâmpago em alemão. "Blitzen" é a forma verbal de "Blitz"

    Logo, o poema começou a ser reproduzido em outros jornais, almanaques e revistas, com a primeira aparição em um livro no The Book New York de poesia, editado por Charles Fenno Hoffman, em 1837.

    No entanto, só em 1844 foi quando Moore reconheceu a autoria em um volume da sua poesia intitulado Poemas, publicado a pedido de seus filhos. 180 anos depois é o livro mais publicado, mais lido, mais memorizado e mais recolhido em toda a literatura de Natal.

    Conheça a poesia:

    Uma Visita de São Nicolau




    “Era véspera de Natal, e a casa dormia
    Nem mesmo um camundongo por ela se movia
    As meias, na chaminé, esperavam, de leve
    Que São Nicolau chegasse em breve

    As crianças dormiam entre quentes cobertas
    Sonhando com os doces que viriam na certa
    E eu e a mamãe, de lenço e boné
    Ressonávamos tranqüilos, noite afora até

    Que um estrondo lá fora chamasse a atenção.
    Levantei-me para ver qual era a confusão.
    Como um relâmpago corri para a janela
    Abri as persianas, a cortina que velai

    E a Lua que reluzia sobre a neve recente
    Iluminava a cena como um sol nascente
    E diante dos meus olhos surgiram, repentinos,
    Oito renas minúsculas e um trenó pequenino

    Com um velho à rédea, feliz e com pique
    Logo tive a certeza de que era São Nicolau
    Rápido como uma águia, o trenó voava
    E ele, entre assobios, cada rena chamava

    “Vamos, Corredora! Vamos Dançarina! Vamos, Empinadora e Raposa!
    Vamos, Cometa! Vamos, Cupido! Vamos, Trovão e Relâmpago!
    Por sobre a varanda e por sobre o telhado!
    Voando, voando, por todos os lados!”

    E como folhas secas ao vento do furacão
    Que não respeitam barreira à sua ascensão
    As renas voavam casa acima, pelo céu
    Puxando o trenó, brinquedos e São Nicolau

    E depois eu ouvi, por sobre o telhado
    Os cascos se movendo em tom ritmado
    E quando fechei a janela e me virei para olhar
    Da chaminé percebi São Nicolau saltar

    Vestido de peles, dos pés à cabeça
    Coberto de pó e de fuligem espessa
    Ele trazia às costas brinquedos variados
    Como um vendedor chegando ao mercado

    Seus olhos brilhavam, e seu rosto sorria
    Na face rosada o nariz reluzia
    Sua boca se abriu em um sorriso breve
    E a barba em seu queixo era branca como a neve

    O homem trazia um cachimbo entre os dentes
    E a fumaça cercava seu rosto sorridente
    Seu rosto pequeno e barriga arredondada
    Se moviam como gelatina quando ele dava risada!

    Tão gorducho e redondo, o alegre pequenino
    Que sorri sem nem notar, ao vê-lo, ladino,
    Me fazer um sinal, uma leve piscada,
    Indicando situação nada arriscada

    E sem uma palavra ele fez seu trabalho,
    Enchendo as meias, e girando no assoalho
    Ergueu um dedo em sinal de despedida
    E pela chaminé procurou a saída

    Saltou ao trenó, com um forte assobio,
    E saíram aos ares com um rodopio
    Mas o ouvi exclamar, no momento final
    “Meu boa noite a todos, e um feliz natal”.



    A nona Rena de NATAL somente aparece em 1939


    A história da nona rena de natal, Rudolph, foi originalmente escrita em versos por Robert L. May para a cadeia de Montgomery Ward de lojas de departamento em 1939 e publicado como um livro a ser dado a crianças na loja na época do Natal. De acordo com esta história, Rudolph, de brilhante nariz vermelho, fez dele um pária social entre as outras renas. No entanto, uma véspera de Natal Papai Noel estava tendo muita dificuldade em fazer este vôo ao redor do mundo, porque era muito nebuloso.
    Quando o Papai Noel foi à casa de Rudolph para entregar seus presentes notou o nariz vermelho brilhante no quarto escuro e decidiu que poderia ser uma lâmpada improvisada para guiar seu trenó. Ele convidou Rudolph a liderar o trenó para o resto da noite, Rudolph aceitou e voltou para casa um herói por ter ajudado o Papai Noel.