Originais de Rudolph



  • Oportunidade

    O surgimento de Rudolph, a nona rena de natal, acontece primeiramente pela oportunidade que a rede de lojas Montgomery Ward observou. Ao invés de comprar milhões de livretos para colorir, que eram distribuídos gratuitamente em suas lojas espalhadas em todos EUA no período do Natal, poderia ela mesma produzir e imprimir um livro personalizado. Economizando com isto dinheiro e ganhando ainda mais em publicidade.

    Portanto, em 1938, seu presidente, Sewell Avery, pediu para o departamento de propaganda (house agency) da Montgomery Ward, que criasse um livro de história infantil, que seria distribuído no natal de 1939.

    O redator Robert May apresentou outros nomes antes da aprovação pela Montgomery Ward do nome Rudolph.

    A responsabilidade deste serviço ficou a cargo do redator publicitário Robert L. May, que muito tempo depois comentou em um artigo (Bedford, PA Gazeta-1975) que a única recomendação que recebeu do seu chefe na época era de que “a história contasse as aventuras de um animal” e, por influência de sua filha de quatro anos, escolheu a rena.

    A estratégia deu certo e com os desenhos de Denver Gillen a história foi aprovada. Mas, com uma alteração: o nome do personagem deveria ser trocado. Originalmente, a nona rena de Natal tinha o nome de Reginald, recusado por ser muito britânico. Depois foi Rollo, também recusado e, finalmente, Rudolph.



    Capa do livro da Montgomery Ward escrito por Robert L. May e ilustrado por Denver Gillen.





    Como mostrado neste mapa, cópias de “Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho” foram enviadas para as lojas Montgomery Ward em todo EUA.

    No natal de 1939, Montgomery Ward imprimiu e distribuiu 2,5 milhões de exemplares de "Rudolph the Red-Nosed Reindeer" (“Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho”), em todo território dos EUA, conquistando de imediato crianças e adultos.

    A história da rena do nariz vermelho inicialmente foi rejeitada pelos executivos da Montgomery Ward, mas Robert L. May, permanecendo firme na defesa de sua ideia, convenceu seu colega de trabalho, o design Denver Gillen, a ir com ele até o Parque Zoológico de Chicago. Com o objetivo de observar as renas do lugar e, posteriormente, fazer as ilustrações da sua história.

    A segunda edição do livro “Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho” só voltou a acontecer em 1946, com a impressão de mais 3,5 milhões de cópias, isto porque, nos EUA houve uma falta de papel, causada pela Segunda Guerra Mundial, que só veio a terminar em 1945.

    Em 1947, Sewell Avery, presidente da Montgomery Ward, volta a ser fundamental para história de Rudolph, pois, por motivos não muito claros, concede os direitos autorais de Rudolph para Robert May.

    No mesmo ano, uma pequena editora de Nova York, com a licença de Rober May, imprimiu em capa dura e com novas ilustrações 100 mil exemplares de "Rudolph, the Red-Nosed Reindeer" (“Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho”) e, como não poderia ser diferente, foi um sucesso de vendas.